sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Contracepção (de forma natural)

Olá Olá! =)

Semana passada, no IG, pediram-me para falar mais sobre contracepção natural, sem recorrer a ACO (anticonceptivo oral), ou seja, a pílula, ou outros métodos não naturais.

Este é um tema que sei de cor e salteado. Não só porque o estudei mas porque aprendi a lidar com ele diariamente, primeiro quando parei o ACO para engravidar, depois porque, após engravidar nunca mais recorri a ACO e, não querendo engravidar, a lição tem que estar muito bem estudada!
Nós, Mulheres, somos uns bichinhos espetaculares graças à Mãe Natureza, e o ciclo mentrual é das coisas mais bonitas! Basicamente, todo o santo mês, o nosso útero prepara-se para acolher um óvulo fecundado. Não ocorrendo fecundação, a camadinha fofa que se formou para o receber degenera e nós menstruamos. Isto tudo graças àquelas flutuações hormonais maravilhosas (not :P) que nos vamos apercebendo.


Antes de abordar realmente o assunto, há uma coisa muuuuuuuuuito importante que tenho para dizer. Estão preparados??? Então aí vai: Se queres ter 100% a certeza que não engravidas, só tens 1 hipótese: não podes ter relações sexuais (RS) ^_^ ahahaha! 100%, meus amigos, só com abstenção. Não há nenhum método que te dê a certeza que não engravidas. Há sempre alguma taxa de falha. Quem nunca ouviu histórias destas? De X que engravidou a tomar a pilula e de Y que engravidou e usou sempre o preservativo? Não, não é comum, principalmente se estivermos atentos. Se a história for bem esmiuçada, vamos descobrir que a X teve uns episódios de diarreia ou de vómitos, e por isso a pílula não deverá ter atuado perfeitamente (ou então houve ali 1 dia ou 2 que se esqueceu de tomar... ooooops...). E no caso do Y? Verificaram que o preservativo estava intacto? Puseram logo o preservativo ou andaram ali a "brincar" e só puseram depois? Pois....... Depois acontecem os tais "milagres"!

Basicamente, o que vos quero dizer é que é de grande importância que os dois estejam igualmente envolvidos neste assunto. A responsabilidade dos atos tem que ser dividida, tal como o resultado, seja ele qual for.

Mas então passando aos métodos naturais, (também servem para quem quer engravidar!):

Coito interrompido
Para mim, este nem conta. Só o estou a referir porque faz parte. Basicamente, para quem não sabe, antes do homem ejacular, por vezes, há saída de espermatozóides. E.... espermatozóide (basta 1 minha gente!!!) + ovócito = óvulo fecundado = gravidez!
Se vos contasse quantas gravidezes já apanhei assim na consulta... Eu bem vou avisando (e digo mesmo que não aceito pedidos para ser madrinha), as senhoras soltam um sorriso e depois, passados uns meses... puuuuuuuumbas! Aparecem grávidas.

Método Ogino-Knauss (método do calendário)
Ter em conta:
- A mulher ovula 1 vez por mês, 14 dias antes de menstruar de novo.
- 1 óvulo é viável 24-48h.
- 1 espermatozóide é viável 3-5 dias.

Se houver um registo dos ciclos menstruais anteriores (pelo menos 6), calcula-se o período fértil subtraindo 10 dias ao número de dias do ciclo mais longo e 20 dias ao número de dias do ciclo mais curto, e chegamos ao período de abstinência (ou com uso de preservativo, claro).

Por exemplo:
Nos últimos 6 meses, houve ciclos de 26 e 28 dias. Abstinência deve ir do dia 8 ao 16.
Imaginem que este mês estávamos perante um ciclo de 27 dias.
27-14= 13. A ovulação deu-se no dia 13.Se tiver tido RS ao 10º dia pode haver gravidez! Porque o espermatozóide pode ter 5 dias de vida e 10+5=15, ou seja, ao 13º dia, havia óvulo e espermatozóides viáveis para haver fecundação! No entanto, se houver abstinência (ou RS protegidas) do 8º ao 16º dias dificilmente ocorrerá.

Perceberam? Nem parece complicado, né? O grande problema é que nós não somos máquinas e muitas vezes os ciclos não são certos.... Ou duram menos uns dias, ou duram mais uns dias... e pode não correr muito bem. E se houve um momento de stress e naquele mês a ovulação ocorreu uns dias mais cedo ou mais tarde?.. Pois.. Pode correr mal, pode (ou bem! :P depende do ponto de vista).

Método da Temperatura basal
Sabe-se que há um aumento da temperatura basal após a ovulação. Ou seja, segundo este método, o ideal era todos os dias à mesma hora (6 horas após o sono), e nas mesmas condições, medir a temperatura. 3 dias após a tal subida, já se pode ter relações sexuais desprotegidas.
Eu já experimentei este método uns dias. Mas facilmente desisti. Nunca dormia as mesmas horas, não conseguia perceber se a alteração da temperatura era p causa da roupa da cama, do pijama ou de mim,... e agora, com filhos que nos chamam a meio da noite, por exemplo, quem é que tem noites descansadas e sempre iguais? Eu não...

Método do muco cervical
Sabe-se que as características do muco variam ao longo do ciclo e que perto da ovulação o muco é muito semelhante a clara de ovo. Depois da ovulação é menos abundante e opaco. Período fértil e de abstinência (ou de RS protegidas) deveria iniciar quando o muco se torna semelhante a clara de ovo e deveria continuar pelo menos 3 dias até essa "clara de ovo" atingir filância máxima.
Eu não sei como é com vocês, mas este método, no meu caso também é super incerto. Já fui mais atenta, é um facto, mas nem sempre dizia a cara com a careta, por isso, também desisti dele.

Método Sintotérmico
Juntar o método da temperatura basal com o do muco cervical. Para quem tem a certeza acerca das alterações do muco, é mais certo que cada um deles isolado.

Perceberam? Eu só consigo confiar no do calendário, no meu caso. Já esqueci os outros há muito.
E vocês? Já conheciam estes métodos? Qual é que usam?

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Biscoitinhos de amêndoa

Cucu!

Setembro chegou, a escola começou e a vontade de inventar uns lanchinhos para os nossos pequeninos também!

O Nenas é doido por manteiga de amêndoa. Por ele, sentava-se a ver ninjago com o pote da manteiga no meio das pernas e aquilo ia tudo à colher ehehehe.

Então, lembrei-me de experimentar uns biscoitos com manteiga de amêndoa. Eu adorei. Ele diz que, ainda assim, a manteiga de amêndoa à colher é melhor!!! (ninguém diria...)

Usei:
150g de manteiga de amêndoa
35g de açúcar de côco
1 ovo

Liguei o forno a 180 graus e forrei um tabuleiro do forno com papel vegetal.
Misturei os ingredientes até formar massa homogénea, e com a ajuda de 2 colheres, dispus "círculos" sobre o papel vegetal. 8' no forno e já está!




quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Amamentar até quando?


Estava a rever algumas coisas escritas por mim, de quando o Nenas nasceu e deu muita vontade de partilhar com vocês o que escrevi, na altura (novembro de 2013), sobre este tema =) Acho delicioso ler-me e reviver o que vivi tão feliz naquela altura :)

"Acabei de ler o artigo da Revista Pais & Filhos "Um ano e ainda mama? Sim!" acerca da amamentação tardia não ser considerada "normal", sendo muitas vezes alvo de comentários menos agradáveis. Fala também da pobre formação durante os cursos de medicina e enfermagem acerca do aleitamento materno, que se reflecte no dia-a-dia dos profissionais no tratamento das suas utentes/pacientes.

Como já aqui falei, voltei ao meu trabalho. Sou médica-de-família e posso garantir-vos que se por um lado me sentia meia enferrujada em algumas áreas da saúde por ter estado tanto tempo fora, noutras me sinto melhor preparada que nunca (nomeadamente no que toca às grávidas e às crianças). Lembro-me que na minha última consulta de grávida que tive, estava a fazer o CTG e disse à minha obstetra que com toda a certeza iria ser muito melhor médica agora. Ela sorriu e concordou plenamente, que também tinha sentido isso. É que é mesmo. Há mil e uma coisas que não são aprofundadas durante o curso. E garanto-vos que não são coisas menos importantes (muito pelo contrário). Enquanto grávida e recém-mãe tive tantas dúvidas que sendo médica não sabia responder que vocês não podem imaginar. Eu também questionava tudo e mais alguma coisa, é certo, mas foi como se tivesse feito outro curso, que agora me dá ferramentas maravilhosas para ajudar as minhas utentes. E eu só trabalhei 8 dias ainda e já notei muita diferença.

Relativamente ao aleitamento materno, não posso dizer que é um "mundo à parte" porque talvez fosse forte demais, mas tem mesmo muito que se lhe diga. Como mulher (antes de ser médica e mãe), sempre quis ser mãe com o pacote completo: ficar grávida, gozar muito a barriga, amamentar, dar muito amor, muitos beijos, muito "tudo" aos meus filhos. Talvez por ter a mãe que tenho, o exemplo que tive. Amamentou a mim e à minha irmã até tarde. Como médica, não posso dizer que não absorvi lindamente os ensinamentos (ainda que teóricos) que tive dos benefícios da amamentação e assuntos relacionados com este tema (mas será que assim foi por a predisposição para isso ser tão forte?). Sei que estudei este tema sempre com grande entusiasmo e sem grande preocupação em decorar isto ou aquilo porque me parecia lógico demais e o melhor. Como mãe, acho que já deu para entender como encaro esta situação. O meu filho, que fez ontem 6 meses, ainda não meteu nada à boca que não seja medicação e o meu leite. NADA mais além disso. Temos consulta no pediatra esta semana e só aí falaremos em introduzir outros alimentos, porque aleitamento exclusivo após os 6 meses já não faz sentido. No entanto, e para se ter noção do "mundo" que é amamentar, as dúvidas ainda vão surgindo. Tive muita sorte de conhecer uma enfermeira super-querida conselheira em amamentação que me deu o curso de massagem infantil e, de vez em quando, lá lhe ligo, e ela tira-me todas as dúvidas e mais algumas. No meu emprego, também não me posso queixar: estão a colaborar em tudo para eu poder continuar a amamentar.

Claro que implica dedicação e esforço, mas compensa tanto!... Claro que antigamente não me levantava às 6:15 para trabalhar; mas hoje levanto-me a essa hora para dar tempo ainda de o amamentar e congelar um biberão de leite. Faço um intervalo a meio da manhã para tirar mais um biberão de leite; para isso, não me posso esquecer de nada: bomba, sacos de congelação/biberões, sacos térmicos. Saio a correr do emprego para vir a tempo de o amamentar. E de tarde é muito semelhante: amamento-o às 13:15, saio para trabalhar (entro às 14), faço intervalo a meio da tarde e venho para lhe dar o "jantar". Aguento acordada (nem sempre, vá...) até à meia noite para lhe dar outra vez antes de me deitar. Claro que era muito mais simples ele mamar outro biberão, passando "a função" ao pai, à avó ou à L. Eu não precisava de correr tanto e podia dormir mais, mas não quero porque sei o que o meu filho e eu ganhamos com isto. 
Isto para dizer que se até ele nascer e passar por esta experiência eu já incentivava o aleitamento materno, agora então é que incentivo, e ainda dou dicas e esclareço dúvidas que nunca me teriam passado pela cabeça. E isso faz-me sentir muito bem porque sei que, no que depender de mim, os bebés que vou seguir até serem adultos serão amamentados até ser possível!"


segunda-feira, 9 de julho de 2018

Wraps

Olá!!! 
Aqui estou em contagem decrescente para as férias! Weee!

Na consulta, a seguir às férias, tenho muitos utentes a dizer "a doutora vai-me ralhar... mas sabe como é... estive de férias...". Há sempre uma desculpa, ora as férias, ora o Natal, ora o Carnaval, ora a Páscoa, ora os anos do Joaquim, do Manel ou do António. Há sempre desculpas. Mas porquê?
Nas férias, a saúde continua a prevalecer. Claro que até pode dar vontade de comer um gelado, mas há sempre opções saudáveis! Ainda assim, se é mesmo aquele gelado que apetece, come-se o gelado, porque o importante é que a base da alimentação continue como estava.

Eu não costumo fazer grandes alterações só porque vou para a praia. Já ando sempre de marmitas atrás de mim e já, porque não levá-las para a praia? No entanto, às vezes também é bom dar largas à imaginação, por isso, lembrei-me desta opção que vou partilhar com vocês.


Podem rechear com o que quiserem ;)

Ingredientes:
4 ovos
1 mão cheia de espinafres
1 mão cheia de manjericão
3 colheres de sopa de linhaça moída e salteada
pitada de sal
pitada de pimenta preta 


Recheio (neste caso):
Pasta de abacate (abacate, limão, alho picado, sal e pimenta)
Tomate
Presunto


Como fazer:
Ligar o forno a 180ºC. Dispor papel vegetal num pirex.
Bater os 4 ovos e reservar.
Picar os espinafres e manjericão e adicionar aos ovos com os restantes ingredientes.
Deitar a mistura sobre o papel vegetal e levar ao forno até dourar.


Retirar do forno e deixar arrefecer, rechear e saborear =)

terça-feira, 3 de julho de 2018

Mini-pizzas de batata doce

Eu A-DO-RO pizza! E vocês?

E não é de faca e garfo. Tem que ser à mão. Pizza que é pizza sabe bem comida à mão, com fios de mozzarela que vão da nossa boca à fatia, de cada vez que damos uma trinca!

Confesso que, quando há uma comemoração especial para os 2 gostamos de sair para comer uma pizza. Podia dar-nos para pior? Podia, claro, mas dá-nos para isto! =) Optamos, geralmente por uma massa fina, daquelas tão finas que mais parecem uma folha de papel dobrada sobre si, ou seja, oca por dentro. Mas como isto equivale a umas 3-4 vezes por ano, o que fazemos?

Simples, eu faço as pizzas à minha maneira! Ou arranjo uma base de farinhas sem glúten, ou faço a pizza de batata doce já falada aqui . Recentemente experimentei estas mini pizzas, óptimas para um lanche ou até uma entrada, e gostamos muito. Aqui vai a receita:




Ingredientes:

Base:
2 tigelas de batata doce cozida e descascada
2 ovos
2 colheres de sopa de farinha de côco
Pitada de sal e pimenta

Toppings:
Mozzarella
Ovos mexidos
Salmão fumado
Manjericão
Oregãos

Como fazer:
Ligar o forno a 180ºC. Dispor papel vegetal no tabuleiro do forno.
Bater todos os ingredientes da base e dispor em círculos sobre o papel vegetal. Levar ao forno por 20'. Retirar, juntar a mozzarella e oregãos e levar de novo até derreter.


Juntar os toppins e saborear =)



segunda-feira, 25 de junho de 2018

Muffins de mirtilos

Estamos no verão e há mirtilos maravilhosos em todo o lado! Vamos fazer uns muffins com eles?



Ingredientes:
180g farinha de amêndoas
2 colheres de sopa de farinha de côco
Pitada de sal
1/2 colher de chá de fermento sem glúten
4 colheres de sopa de óleo de côco
4 colheres de sopa de xarope de tâmaras
4 colheres de sopa de leite de côco
2 ovos
1 chávena de mirtilos


Como fazer:
Ligar o forno a 180ºC. Dispor forminhas de papel no tabuleiro do forno.
Misturar todos os ingredientes secos. Bater os líquidos e os ovos. Juntar tudo e adicionar os mirtilos.
Levar ao forno nas forminhas por 30' e saborear =)


sexta-feira, 4 de maio de 2018

Bolo low carb de cacau com cobertura de chocolate

O Nenas fez anos e, para variar, pediu um bolo de chocolate com pintarolas em cima (super original! #sqn :P ).

Como alguns de vocês já sabem, a véspera de aniversário (e o dia mesmo) foram muito maus porque ele estava a fazer febre de 4/4h pelo que eu fiz o bolo de chocolate mais prático e rápido de fazer que encontrei.

Acho que o deixei tempo a mais no forno, porque ficou sequinho, por isso, deixem apenas cerca de 30'. Deve ser o suficiente.


Precisei de:
- 7 ovos
- 4 colheres de sopa de mel
- 7 colheres de sopa de cacau em pó
- 4 colheres de sopa de óleo de côco
- 2 colheres de sopa de manteiga
- 100g de côco ralado
- 1 colher de sobremesa de fermento em pó

Cobertura:
- 50g de chocolate 70% cacau de culinária
- 4 colheres de sopa de leite de côco

Para a massa, foi apenas bater ovos com mel, cacau, óleo de côco e manteiga, e por fim juntar o côco ralado com o fermento. Levei ao forno a 180ºC numa forma forrada com papel vegetal

Para a cobertura, derreter os ingredientes e cobrir o bolo.

(nota: eu tirei um bocadinho da massa e da cobertura para fazer um mini bolo e lhe cantar os parabéns mal acordou)